Casa comigo. Assim, agora. Divide esse apartamento aqui. A gente cabe nessa cama. A gente se aperta em qualquer lugar, por enquanto, até ter grana pra ganhar espaço e comprar uma mesinha de vidro e um vaso com flores pra sala. De repente até sobra pra assinar uma revista bacana, deixar alguns exemplares espalhados casa afora e fazer cena pra quem visita, tipo "a gente se curte tanto que mal sobra tempo pra coisas banais". A gente pode ter um quintal, um cachorro. Qualquer coisa que enfeite nós dois.
Eu não me importo se você tem uma coleção de camisetas e outra de souvenirs estranhos. Dá-se um jeito. Aposto que tudo isso combina com minha coleção de duas canecas - logo logo vou ter três - e os livros empacotados no cantinho.
Eu não me importo se você tem uma coleção de camisetas e outra de souvenirs estranhos. Dá-se um jeito. Aposto que tudo isso combina com minha coleção de duas canecas - logo logo vou ter três - e os livros empacotados no cantinho.
A gente improvisa. A gente tenta. A gente faz a gente ser mesmo "a gente". Um mais um. Pra eu ser inteira, porque têm pedaços demais com você e não dá pra sair de casa, pegar o ônibus, enfrentar a fila do pão, ter paciência com a caixa do supermercado que lixa as unhas na minha frente ou dormir ouvindo os gritos do Dave Grohl se mãos, braços, pernas, sorrisos, desejos, digitais, canções, beijos, sono, calor... tudo dobrou a esquina te seguindo. Então casa comigo. E fica aqui.

